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domingo, 7 de agosto de 2016

O fim de uma fase especial



No início era de hora em hora, dia e noite, meu bezerro queria mamar. Lembro-me de ter tomado equilid durante dez dias, quando a produção baixou, mas depois tudo normalizou e como os meses, as mamadas foram ganhando minutos e horas entre elas.

Aos seis meses introdução aos alimentos. De sobremesa o mama. Mas com a volta ao trabalho, estes se reduziram a uma mamada antes de sair, ao chegar em casa e antes de dormir.

Do primeiro ano aos dois, com a descoberta de novos sabores, virou em duas mamadas, uma pela manhã e outra antes de dormir, com algumas exceções no final de semana.

Após completar dois anos em maio de 2015, o mama era apenas noturno, um carinho em forma de leite antes de dormir, onde eu cantava e acariciava os cabelos da minha pequena. Conforme os meses foram passando, o tempo foi se reduzindo, e no final do ano em cinco minutos ela estava em sono profundo. Com isso o leite foi se tornando escasso, e voltei a sentir dor nas mamas, por não haver muito o que sair. A produção estava sendo encerrada.

Ano novo, novas fase. Foi com dois anos e oito meses que nós duas nos despedimos do último mama. O mar fez a função de cansar, pequena jantava bem e saímos para caminhar pelo centro, voltávamos, ela escovava os dentes e deitava para olhar desenho, logo em seguida, dormia. Conforme virou rotina, ela tentou retornar, e aqui comecei a conversar e dizer que o mama havia ido embora. "Não tem mais, mamãe?". Não, não havia mais. E se neste momento o coração parece se apertar até as lágrimas quererem saltar, a razão lembra que uma nova fase deve ser iniciada.

Resisti, apesar de também sentir saudades, alguns pedidos eventuais. No retorno para casa, deitava com ela, que passou a escolher as músicas e histórias, e a dormir naturalmente. Não houve grandes choradeiras, nem noites insones, apenas encontramos uma nova forma de chamego.

A verdade é que a cada ano eles vão ganhando a sua independência. Então para quem ainda amamenta a minha dica é: aproveite e observe, você vai saber ou o seu bebê irá avisar quando chegar a hora de encerrar esta fase. Tudo é muito rápido, e não existe época ou tempo estipulado para isso, é um assunto entre vocês e a ninguém mais diz respeito.

sábado, 23 de abril de 2016

Um desfralde dividido por fases

Imagem: http://tchaufraldas.com.br/categoria/desfralde/

Alice nasceu em maio, um mês que no sul já começa a ficar bem frio. Em seu segundo janeiro, ela não se comunicava o suficiente para dar adeus às fraldas. Após o seu aniversário de dois anos, o frio tornava essa decisão complicada, pois o conjunto chuva, umidade e roupas molhadas não aparecem atraentes. Por isso o desfralde acabou sendo dividido por fases.

Fase 1 – Conhecendo o penico

Em julho/15 Alice ainda estava na fase Peppa, e vimos um penico mini vaso no mercado. Ela gostou e a vovó comprou. No primeiro dia sentou de roupa e tudo e ficou. Aos poucos, na hora do banho, convidávamos para ela fazer xixi. Nas primeiras vezes dava uma chorada e não fazia nada. Até o dia em que ela não fez nada no penico e fez na banheira onde tomava banho, e eu brinquei “Alice vai ficar com cheiro de xixi”. Após aquele dia, ela passou a fazer xixi antes do banho. 



Fase 2 – Tirando a fralda diurna

A nossa pequena tem uma pele extremamente sensível, com o calor, a região da fralda enche de bolinhas. 

Quando o mês de novembro chegou, estipulei o final de semana do dia 15 para iniciar. Curiosamente no dia 06 a escolinha questionou se queríamos iniciar o processo. Todos alinhados, calcinhas compradas, na data reservada se deu o início. 

Na sexta-feira expliquei para Alice que no outro dia iriamos trocar a fralda por calcinhas. Na prática, o início do desfralde foi assim:

1º Dia (Sábado)

Alice fez um xixi no penico. Não gostou de ser levada de meia em meia hora no banheiro, sentava, dizia não fez (e não fazia mesmo) e se levantava nitidamente se segurou quase que o dia inteiro, reduzindo até mesmo a quantidade de água tomada e a comida. No final da tarde (pelas 19hs) não aguentou e teve um escape onde fez todo o xixi acumulado e se assustou. Foi para o banho e colocou fralda. Isso fez com que ela aliviasse a tensão. Não fez coco no sábado. Fez muito xixi na fralda noturna, a ponto da mesma não aguentar e vazar.

2º Dia (Domingo)

Passei a levar a Alice de hora em hora no banheiro, no decorrer do dia foi fazendo xixi aos poucos. Fez um pouco de coco no penico (não avisou, notamos pelo gesto característico de se acocar), e depois na fralda noturna. Sem escapes. A fralda noturna foi colocada após as 20h30.

1ª semana

Podemos dizer que a primeira semana foi bem tranquila. Na escola tivemos um escape de xixi na terça, durante o sono. Em casa tivemos um escape de cocô na sexta. Mas o cocô está sendo um capítulo a parte, ela passou praticamente a semana se segurando até a noite, e após colocar a fralda para o sono, fazia. Então era batata a troca de fralda logo em seguida. Com isso resolvi ir atrás de um livro indicado pela escola: Até as princesas fazem cocô.

O livro trás um mural de conquistas, se a criança faz xixi e cocô no penico/vaso pode colar um adesivo. Como a pequena adora adesivos, ela passou a avisar quando tinha vontade. Após colar todos os adesivos, ir ao penico havia virado rotina.

Como ainda iria viajar, acabei optando por deixar a fralda noturna até o fim das nossas férias. E fui controlando se a fralda estava seca pela manhã.

O que eu acho que ajudou:

- A fase 1, com a apresentação e tempo para se habituar ao penico, assim como os primeiros xixis antes do banho.
- Me preparar psicologicamente para limpar muito chão e roupa, isto me deu muita paciência e acho que aliviou qualquer pressão.
- Optar por ficar o final de semana em casa, tendo um ambiente familiar e controlado.
- Conversar com ela antes.
- O livro “Até as princesas fazem cocô”, que além da história vem com um mural e adesivos, se todos os xixis e cocôs do dia fosse no penico, ela podia colar adesivo. O que virou uma diversão. Quando os adesivos acabaram, ela já estava mais do que habituada, então não viramos escravos do mural.

E na rua, como faz?

Nem todos os locais possuem banheiro para crianças. Assim como muito dos banheiros não são bem cuidados. Confesso que sou um pouco neurótica com isso (sabe a história de menina não deve sentar em qualquer vaso?). Pois bem. Antes de começar o desfralde comecei a pesquisar se havia penico portátil. 


Encontrei um na Bebe Store. Ele é adaptador de vaso e penico, vem duas sacolinhas com absorvente, assim a mesma pode ser descartada como fralda. Confesso que acabei barateando o sistema e utilizo sacolas de lixo, despejo o conteúdo no vaso e depois coloco as mesmas fora.

A vantagem, como deixo sempre prontinho, é só chegar no banheiro, abrir, e a pequena sentar. Não preciso me preocupar em limpar nada, e como ela está habituada, vira jogo rápido. Para viajar também é super útil e prático. Eu adorei.

Viajando

A primeira viagem pós desfralde que fizemos foi de ônibus para Gramado. Aqui burlei a regra da escola de não colocar mais fralda de dia, pois mesmo com o portátil, achei complicado, já que não poderia pedir para parar o transporte. Na ida e na volta ela foi de fralda, mas não houve nenhum retrocesso.

Na segunda viagem, agora de carro para Santa Catarina, ela foi sem fralda. Foi bem tranquilo, sem escapes. Por mudar a rotina, ela também reduz as idas ao banheiro, mas quando necessário o portátil estava lá.

E o cocô?

Ah e o famoso número 2 que até os adultos sentem dificuldades? A soma da pequena não comer grandes quantidades de fruta, a mudança na rotina e o escape de um cocô no segundo dia do desfralde a fizeram trancar no início.

E aqui o livro “As Princesas também fazem cocô” nos ajudou bastante. Porque ela queria colar mais adesivos, e o segundo só viria se ela fizesse cocô. Em poucos dias isto afastou os receios, e dentro da “normalidade” dela, ela passou a pedir, fazer e colar o adesivo desejado.


Fase 3 – Desfralde noturno

Devido às viagens, acabei esperando um pouco mais, pois achei complicado ter que ficar levantando colchão de hotel/pousada. Com o fim das férias, ainda havia algumas fraldas, e eu fui usando. Ela já estava começando a não gostar, mesmo de fralda, acordava e pedia para fazer xixi. Quando chegamos na última, no final de janeiro, conversei com ela, dizendo que não ia mais usar fralda para dormir e que se ficasse com vontade de fazer xixi ou cocô, ela deveria chamar a mamãe.

O desfralde noturno foi natural, não tivemos nenhum escape. Se no meio da noite (fato raro) ela fica com vontade me chama, o que me fez achar que alonguei até demais.

Resumo da ópera

Sim, aqui em casa foi fácil mesmo. Não é ilusão facebookiana, nem estou querendo pagar de super mãe. Mas creio que toda a preparação, a idade maior (Alice passou pelo desfralde com 2 anos e meio), a calma e contornos para o período, além do apoio da escola, ajudaram com que essa mudança de fase fosse muito natural.

A maior dica que eu posso dar, além de lerem sobre o assunto, é conheçam os hábitos dos pequenos.  Do informativo enviado pela escola, muitas das dicas eu acabei abandonando ou não utilizando por não se adaptarem a Alice. É um marco no crescimento deles, e quanto mais envolvidos estiverem, mais fácil e tranquilo será.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Uma menina grande


Como pode em dois meses se tornar tão independente?

Na terra gaúcha do Papai Noel frequentou os seus primeiros espetáculos. Olhos brilhantes indicando os detalhes. Batendo palmas e encantada com a bruxa (que fez mais sucesso que o bom velhinho).

Menina sereia que foi apresentada ao mar, pulou ondas e encarou as mais radicais no colo da mamãe. Entre castelos, buracos e pranchas achou sua poça de mar para imitar a famosa porquinha. Parceira nas refeições descobriu o melhor sorvete da praia.

Menina do mundo que troca de profe, mas não estranha. Agora está no maternal, não usa mais fralda e escolhe suas roupas e sapatos. 

Menina arteira que chama a vovó quando a mamãe diz não. Mas na hora do soninho e do chamego ainda é a nenê da mamãe. Embora não precise mais do mama, não dispensa um carinho, e eu, por minha vez, adoro sentir o seu cheiro e ficar abraçada nesta pequena que cresce muito rápido a cada dia.

domingo, 13 de dezembro de 2015

2 anos e 7 meses


Frase do mês: não é não, mamãe

Minha pequena não usa mais fralda de dia. Meu bebê está virando uma linda menininha.

Encantada com as luzes de natal, ainda não chega perto do Papai Noel. Carta depositada para o bom velhinho, árvore montada com a sua ajuda para esperar os presentes. Esta data ganhou definitivamente um novo significado pra mim com a chegada da Alice. Seus olhos refletem a beleza da decoração mais simples, seu sorriso é uma viagem de volta à infância. 

Este mês também foi o fechamento do semestre escolar com uma mini-homenagem feita pelos pequenos. Alice ainda não gosta de se apresentar, e me senti agoniada por ter autorizado sua participação na apresentação de final de ano. Sua irritação durou dois dias, e me dei conta de que sua pouca idade deve ser ainda mais respeitada.

Para fechar, uma das pérolas que começam a surgir em nossas conversas:
Papai pergunta: Vou buscar algo para comer, o que eu trago? Quer um doce?
Alice: eu quer
Mamãe: tu já comeu muito doce hoje
Alice: eu não, eu comeu só um

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

2 anos e 6 meses


Expressão do mês: É meu

Entrando no clima natalino, escrevemos uma cartinha para o Papai Noel com os presentes que a Alice quer. Mamãe escreve e ela desenha no papel de carta que era da coleção da mamãe. Escolhemos um com desejos de Feliz Natal para o bom velhinho trazer pelo menos um item da lista.

Para incentivar a comer frutas, uma pequena combinação: no dia em que comer pode olhar a popó (= Galinha Pintadinha). Com isso a nossa pequena tem experimentado novos sabores, como manga e laranja, chegando a comer quase todos os dias.

Este também foi o mês do susto, o sol não havia nem aparecido quando chegamos à emergência do moinhos. Exame de urina, raio-x e pela primeira vez de sangue. Nossa princesa foi muito corajosa e nada sério foi detectado.

A grande dificuldade encontrada é o desmame. Lembro-me de ter lido vários artigos sobre a importância de amamentar, como não deixar os primeiros obstáculos te vencerem e o desmame quando os pequenos ainda estão na contagem dos meses e a mãe precisa retornar ao trabalho. Mas agora o leite está acabando. Alice se irrita. E eu tenho como desafio mostrar a ela que esta mudança não reduz a nossa ligação. Tentar provar que um abraço com cafuné e canção (ou historinha) também fazem dormir e afastam pequenos medos. O bom é que a frequência já foi bastante reduzida. Durante a semana, apenas a noite e uma vez. No final de semana ainda ocorre de mamar ao acordar, mas ao longo do dia não mais.

Entre as mudanças, dois novos dentinhos lá do fundo estão dando as caras. Seguimos escovando duas vezes ao dia. Como ela aceita bem, utilizamos somente água, e mantemos uma visita regular a dentista de seis em seis meses.

Nossa espera para o próximo mês é de sol para conseguir pedalar no parque e fazer castelos de areia. A lembrança das férias ainda é forte, e cada vez que a nossa pequena vê um avião afirma que quer viajar mais.

Cada dia fico mais admirada do seu rápido crescimento. E fico orgulhosa dessa linda pessoinha que estamos criando, sempre carinhosa, ainda tímida, mas muito sapeca e aos poucos se tornando tagarela.

domingo, 25 de outubro de 2015

Acompanhamento Fotográfico


Quando estava grávida, comecei a pesquisar fotos de acompanhamento mensal para a Alice. 


Entre as propostas havia quem realizasse um acompanhamento trimestral, quem fosse flexível quanto à quantidade de mês, e quem realizasse o mensal. No que se refere a local, haviam aqueles que só fotografavam em estúdio, outros iam em casa, alguns forneciam maquiagem para a mãe, outros cada um por sua conta. Alguns forneciam somente as fotos tratadas, outros disponibilizavam o livro, alguns faziam o livro mais todas as fotos, outros o livro e só as fotos do livro. E os valores iam de R$ 800,00 a R$ 6.000,00 (isso em 2013).


Resumindo, havia acompanhamento para todos os gostos.

O que eu queria:
- Um acompanhamento mensal (eles mudam muito no primeiro ano, então se for para fotografar, não vale a pena pular).
- Queria um livro (sou do tipo que gosta de ter as fotos impressas)
- Todas as fotos em CD (em média 7 fotos de cada mês entram no livro para uma média de 100 tratadas).
- Qualidade. Queria que o livro de acompanhamento da Alice fosse como o do meu casamento, algo bonito, que transmitisse sentimento para nós e para ela no futuro.


O que eu não queria:
- Foto em estúdio. Alice nasceu em maio, e definitivamente eu não queria tira-la de casa em dias frios e chuvosos. 


Quem acabou atendendo todos esses meus requisitos foi a Gabi Verfe. Tivemos registros dentro de casa e ao ar livre. O resultado foi um livro delicado, daqueles que faz surgir uma pontada de saudade de quando ela era tão pequenina.


Então se alguém me perguntar se vale a pena, eu vou dizer, sim, vale muito. Pesquise, converse pessoalmente com os fotógrafos que você gostar, busque referências, pois é uma linda lembrança de um período único.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Cama Compartilhada

Origem Foto: mamaevaifazer

Muito se fala da cama compartilhada. Em uma madrugada distante fiz uma pesquisa, encontrei opiniões positivas e negativas e resolvi que teria a minha própria experiência.

Alice chegou do hospital e foi apresentada a sua própria cama. No início era um leva e trás daquele pacotinho. Conforme foi ficando muito frio, ela passou a dormir conosco. No início era muito tenso, pois sempre há o medo de se mexer e, sem querer, sufocar ou amassar aquele pequeno ser. Com o tempo eles crescem e os pais se acostumam, a ponto da mamãe aqui chegar a sonhar.

Como funciona na nossa casa: normalmente a nossa pequena dorme (e bem) no berço (ainda não transformamos em cama). Nas noites muito frias, quando ela está doente ou quando alguma coisa a deixou tão insegura a ponto de não conseguir dormir sozinha, partimos para a cama compartilhada. 

Conosco tem funcionado muito bem. Ela sabe que tem o quarto dela, tem conhecimento que a cama grande é do papai e da mamãe, e que ela pode pegar no sono na nossa cama, mas depois irá para a dela. É claro que depois de dias seguidos de compartilhamento ela apresenta alguma resistência neste retorno, e ai vai à paciência de ir e voltar umas três vezes durante a noite. Normalmente isto ocorre na primeira noite de retorno e na segunda tudo se normaliza.

O que eu gosto na cama compartilhada:
- No frio ela fica mais aquecida, pois não a deixamos ficar destapada
- Facilita para controlar o sobe e desce da febre
- É muito gostoso dormir abraçada na pequena
- Transmite segurança em momentos de mudança ou situações impactantes (como o dia da vacina)
- É uma forma de ficar mais tempo próxima a ela

O que eu não gosto:
- Quando ela se mexe muito, cabeçadas e pontapés por todos os lados impedem um sono tranquilo 
- Falta de espaço, com direito a dor muscular no outro dia
- Durante a semana, fica a sensação de sono incompleto

Como é uma situação que tira a intimidade do casal, acaba sendo uma decisão muito pessoal. Mas como tudo na maternidade, acho que não pode ser oito ou oitenta, ou vão me dizer que quando pequenos nunca gostaram de dormir na cama da mamãe ganhando cafuné?

E como amor não traumatiza, só trás confiança, dormir com os pais às vezes mais do que pode.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A Festa de 2 anos



Este ano optamos por realizar a festa em um salão de condomínio, no melhor estilo faça você mesmo. O tema foi o personagem favorito da aniversariante: Peppa.

Inicialmente eu havia pensado em personalizar tudo com o tema Peppa Princesa, no site Fazendo a Festa, baixei vários itens, de convite a enfeite de guardanapo. No total foram preparados 20 itens personalizados, na prática, ao colocar tudo na ponta do lápis, apenas cinco foram impressos.



O mesmo ocorreu para a alimentação, foram separadas várias receitas para prepararmos em casa, com a correria do dia-a-dia, acabei optando por encomendar quase tudo, pois não teria como fazer tudo a tempo.

A festinha ocorreu no dia 09 de maio, véspera do dia das mães, em um sábado ensolarado e ainda quente. O salão possuía capacidade para 32 pessoas sentadas e 8 em pé, e o espaço kids para mais 20 pessoas. Por este motivo a lista de convidados foi bem reduzida, e no dia tínhamos 31 adultos e 11 crianças no local.

Vou separar por partes como organizamos este dia especial e assinalar o que eu melhoraria em cada um.


Decoração:

Em janeiro o tema foi definido como Peppa Princesa. Com isso encomendei do AliExpress balões de Peppa Princesa e três pelúcias. Os balões chegaram em março e uma das pelúcias em abril. As outras duas nunca recebemos, como o número de rastreamento não é o utilizado pelos correios, entramos em disputa e o vendedor nos devolveu o valor pago.

Painel mesa do parabéns: Na Linna compramos voal branco e rosa, além de uma fita dupla face. Na gráfica, pedi para imprimir o desenho com a Peppa e a mensagem de dois anos da Alice. Completamos com os balões comprados Ali Express nas laterais.

O que eu melhoraria: Tudo. Nos atrapalhamos muito para colocar o voal. Primeiro tentamos com a fita dupla face, mas ela não segurou o tecido. Por fim, corremos para comprar um fio de náilon para amarrar o tecido. Também não encontrei gráfica aberta dentro do meu horário para imprimir o desenho em um tamanho maior, e o mesmo quase não apareceu.

Mesa do parabéns: eu já possuía a toalha branca, os suporte de doces metalizados (é o mesmo do chá de fralda) e as bandejas de madeira (essas do casamento). Para completar comprei na Casa das Cestas o suporte para bolo e um suporte de doce transparente. Como a impressão dos papelotes para doces sairia muito caro, optei por comprar pronto (Casa das Cestas). Junto foi colocado a pelúcia de Peppa como princesa das fadas (AliExpress) e bonecos de toda a família (Casa das Cestas) e claro uma vela da Peppa (Casa das Cestas).

O que eu melhoraria: Colocaria mais doces na mesa, ao ver as fotos achei que e ela ficou com uma aparência de vazia.

Mesa dos convidados: Na Big Festas eu comprei os Cachepôs da família Pig e o suporte para balão, na Linna as toalhas tnt brancas e rosas. Gostei do resultado final, não modificaria nada.

Teto e paredes: Além dos balões de Peppa Princesa (AliExpress) comprei balões com a família Pig (Casa das Cestas). Locamos gás hélio (Arriba Balões) e conseguimos o efeito de eles ficarem distribuídos pelo teto, e ficou muito legal.


Alimentação:

Doces: Tivemos os deliciosos cups e o bolo do parabéns da Jú Cupcakes, docinhos diversos e gostosos da Rejane’s Doce e uma torta extra da Essência do Sabor. Foram 40 cups, 2 tortas e 400 docinhos sortidos.

Salgados: Encomendamos da Essência do Sabor 480 salgados variados entre hamburginho, cachorrinho, canapé, empada. Como era uma festa de criança pequena, optamos pelos assados.  

Torta-fria: Foram encomendadas duas da Confeitaria Delícia.

Todos devidamente aprovados. Adorei a forma de encomenda da Essência do Sabor. Tudo via site. Você vai colocando o que quer e a quantidade, e o orçamento com a taxa de entrega é imediato. 

Bebidas: Refris diversos, chá (gelado e quente), água e suco. 

O que eu melhoraria: Me arrependi de não ter contratado garçom, acabamos correndo de um lado para o outro organizando tudo e nem vimos à festa acontecer. Isso que tivemos a ajuda da vovó e dos dindos. 


Espaço Kids

O espaço Kids já disponibiliza a piscina de bolinas, com isso locamos uma cama elástica na Mega Divertido para completar a brincadeira.


Lembrancinhas

Aproveitamos um aparador para deixar as lembrancinhas, e na parte de baixo foram deixados os presentes ganhos pela nossa pequena.

Foram feitos três tipos de lembrancinhas:

Pequenos: Um livrinho (Book Lovers Kids) colocado em uma sacolinha da Peppa (Casa das Cestas).

Grandinhos: Kit guloseima com m&m's e bala de goma, colocados em uma sacolinha da Peppa (Casa das Cestas).

Adultos: Brigadeiro mesclado (feito pela mamãe aqui) em potinhos de vidro com adesivo personalizado (Centhury express).


Balanço geral:

Não achei a festa doméstica tão em conta assim. Abri mão de diversas ideias por encarecerem demais o valor total. Inclusive fiquei na dúvida se o valor gasto não se equivale a algumas casas de festa, mas como não realizei orçamento, não tenho como ter certeza.

Lições aprendidas: festa em casa exige muito mais planejamento e dedicação. Para repetir a dose o ideal é se preparar com muita antecedência. Assim como simular cenários e ver a melhor forma de coloca-las antes do grande dia. Personalizar custa caro, exige tempo e dedicação. No caso de repetir isso todos os anos, vou pensar seriamente em comprar uma impressora para fazer em casa.
  
Mas ao contrário do que possa parecer, gostei da nossa festinha, e a aniversariante mais ainda. Existe um gosto especial em preparar tudo. E imagino que com o tempo vai se pegando prática. Para os pequenos, tudo vale a pena.


Fornecedores Festa 2 anos:
AliExpress
Linna
Casa das Cestas
Big Festas
Arriba Balões
Ju Cupcakes
Rejane's Doce (Fone 9312-0819)
Essência do Sabor
Confeitaria Delícia
Mega Divetido Recreação Infantil
Book Lover Kids
Centhury Express
Eliane Payret



terça-feira, 6 de outubro de 2015

2 anos e 5 meses


A frase do mês foi Alice quer.
Folheando a revista de propaganda de um shopping, mostra com tranquilidade o que deseja. Aos poucos vai substituindo a porca pelo mundo congelante de Frozen e pelos monstrinhos brasileiros e suas aventuras em um mundo todo deles.

O problema foi o tempo. Tosse e nariz entupido. Em uma manhã de sábado a queixa: dor no ouvido. Corre para um pronto atendimento. Depois de duas horas esperando, o diagnóstico é início de infecção no ouvido. Três medicamentos diferentes, e com o maior entendimento, vieram às brigas para tomar os mesmos. Mais uma vez desejei que o frio e a umidade fossem embora de vez.

Minha pequena ainda pede para viajar mais, fica irritada por ficar em casa nos dias de chuva e tem o seu sono da tarde cada vez mais reduzido, quando o tem. Ainda gosta de colinho, já fez três xixis no peniquinho e ainda não largou o mama.

Na sessão de fotos da escola ficou com jeitinho de mocinha, uma saudade repentina do meu bebê apertou o meu peito, ao mesmo tempo me senti orgulhosa de ela estar crescendo tão doce e esperta.

Seguimos com as nossas combinações, e assim nos permitimos passear e ir a eventos com ela. O que torna a decisão de sair sem a nossa companheirinha bem difícil, pois agora ela aproveita cada passeio, e mesmo nos que podem ser considerados chatos por ela, se comporta muito bem com as coisas que levamos para ela se distrair.

Na comunicação, Alice ainda usa muito do recurso de só utilizar a última sílaba das palavras, e por isso foi muito interessante ouvi-la usar o plural, como hoje, quando nos mostrou dois au aus (e sim, a contagem estava certa). Assim como o uso do Eu e frases completas.

Observadora e curiosa cuida quando o papai faz a barba e a mamãe se maquia. Sempre sugere esmalte azul. Aliás, o azul compete de igual para igual com o rosa no quesito cor favorita.

Fica agora o desejo de mais sol e menos umidade para aproveitarmos a primavera e ver as flores e passarinhos que ela tanto gosta.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Voo noturno x voo diurno



11 horas de voo? Como será?
Essa pergunta me perseguiu durante dias, mas acabei descobrindo que não é nenhum bicho de sete cabeças.

Na ida o voo era noturno. O pessoal da TAP foi super querido, deram para a Alice um kit com babador e dois bichinhos. Eles costumam antecipar a janta dos pequenos, mas a nossa princesa resolveu tirar uma soneca logo no início da viagem, e acabou por jantar conosco.

O que foi difícil: No segundo sono, ela acabou ocupando a poltrona dela e a minha. Devido ao espaço ainda mais apertado, eu simplesmente não consegui dormir, hora por não conseguir me acomodar, hora por ter medo de uma turbulência mais forte e ela cair. Fora que, cada vez que eu conseguia cochilar aparecia a Luna cantado "Ai que ar sombrio, é impressão minha ou aqui é muito frio". 

Por isso gostei bem mais do voo diurno. Apesar da equipe não ser tão atenciosa (em Porto Alegre, quando estávamos no corredor da aeronave para o desembarque, uma integrante da equipe veio me perguntar se o nosso bebê era de colo, segurei a língua para não questionar se a pergunta não estava sendo realizada com um certo atraso), foi menos cansativo pra mim. 

Em relação à Alice, foi super tranquilo, sem choro em nenhuma das viagens. A TAP disponibiliza um canal KIDS, onde filmes e desenhos são disponibilizados. Além disso, eu havia feito um kit surpresa com livros de história, livros para colorir e brinquedos. Assim, no voo diurno, Alice dormiu parte do tempo, almoçou e lanchou conosco, assistiu desenho (adorou Frozen Fever e a Era do Gelo), e conforme foi se entediando ia ganhando surpresas.

O único problema que tive foi em relação ao fraldário da aeronave. Quando vi o tamanho (uma tampa sobre o assento sanitário do minúsculo banheiro) rezei para não haver vazamentos, pois não tive coragem de coloca-la ali. Em ambos os voos optei por ótimas fraldas (na volta usei a maravilhosa fralda da Chicco, super recomendo) para suportar às 11 horas de voo. Dez minutos antes do embarque realizava a troca e quando chegava já buscava o fraldário do aeroporto (parabéns para o Salgado Filho, tanto para embarque quanto para desembarque os fraldários possuem um ótimo espaço, no aeroporto de Lisboa o de embarque tem estrutura melhor que o de desembarque, que utiliza às tampas grudadas a parede).

Aliás, em ambos os voos, haviam crianças e nenhuma chorou. Todas muito comportadas e tranquilas, legítimas viajantes. Então digo aos que pais que amam viajar que filhos não impedem isso, muito pelo contrário, eles lhe podem mostrar detalhes que só os seus olhares curiosos são capazes de captar.

Quer ler uma opinião mais especifica sobre a TAP? Clique aqui.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

2 Anos e 4 Meses

Nossa companheira de viagem. 

Este último mês poderia ser resumido nesta frase. Foi surpreendente o quanto foi fácil e tranquilo viajar com a nossa pequena. Sem medicamentos ou grandes choradeiras, ela demonstrou curiosidade e interesse em descobrir o lugar estranho que lhe era apresentado.

Dormiu e se alimentou bem. Sorria alegre, principalmente quando o local era especialmente destinado a ela, como na visita a Portugal para Pequeninos. E ela aproveitou tanto que o tablet preparado com vídeos da Peppa, Pôneis e Galinha Pintadinha foi utilizado apenas duas vezes. Aliás, incrível como aprende a mexer rápido, agora entendo perfeitamente a frase já nascem com chip.

Também neste período, tendo 20 dias de férias, ficou evidente a relação do crescimento deles com a falta que eles sentem dos pais. Alice parece estar mais consciente da nossa ausência, aproveitando ao máximo a nossa presença. 

Relacionado essa maior noção de mundo, tenho notado que ela está mais tímida. Se para algumas pessoas o sorriso surge fácil, em outros casos ela prefere se esconder, chegando a sentir medo de alguns.

Esse estranhamento me fez controlar muito a história de dar um beijo. Se ela quiser beijar, eu deixo. Se ela não quiser, não obrigo. Peço apenas para ela dar oi.

Outra observação que fiz com a convivência maior neste período é que ela soltou a língua. Esta conversando bem mais, briga pelo que é dela, já dá opinião e faz escolhas. O único problema é na escolha das roupas. Apaixonada por vestidos e saias, colocar um abrigo virou uma luta de convencimento.

Retornar das férias foi difícil para todos. O pensamento desta vez não foi o de parar de trabalhar (como ocorreu na volta da licença), mas de conseguir ter mais tempo para ela, seja trabalhando próximo de casa ou tendo um negócio próprio. Um pensamento apenas rotineiro no universo materno, mas que mexe com o coração, já que qualquer minuto a mais com eles vale ouro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

2 anos - O primeiro trimestre


Iniciei este post quando Alice estava completando dois anos e um mês. Como o tempo não me foi muito generoso, o texto atrasou e acabou virando o trimestre inteiro, onde fui acrescentando parágrafos com as novidades do mês, já que a evolução é diária.

Alice às vezes parece uma pequena mocinha, já quer escolher suas roupas, tem o seu sapato favorito e não sai sem pulseira e óculos de sol. Distrai-se desenhando ou "lendo" os seus livrinhos. Preciso controlar para que ela não passe caneta nos lábios, imitando o batom da mamãe.

O vocabulário foi algo que mudou muito nestes três meses. Se no primeiro mês ele vinha se tornando mais rico, facilitando bastante a comunicação, e os hum-hum ainda eram utilizados, ao chegar ao final do primeiro trimestre já temos pequenas frases. É muito divertido conversar com a pequena, o seu diálogo misturando palavras nos encantam. Melhor só quando ela canta junto (tão desafinada quanto os pais).

Quando tem boa vontade avisa que precisa trocar a fralda. Isso nos levou a comprar uma miniatura de vaso. Não, não iniciamos o desfralde, é apenas para ela se habituar à ideia.

Gosta de relaxar na banheira (essa já pequena para ela). E sobe por tudo, gerando assim os primeiros tombos e sustos, como no dia em que ela conseguiu soltar o portão que impede o acesso a cozinha e acabou caindo com ele ou quando resolveu testar a mesa de vidro.

Ainda é nenê no que se refere a mamar, meu bezerro ainda não largou o peito e quando tentamos conversar lágrimas escorrem pelo rostinho. Iniciei uma redução gradual, e tento mostrar que existem outras formas de ficar próxima além do mama. Com isso, nas noites muito frias, entra em cena a cama compartilhada e durmo bem abraçada na minha ursinha.

Tem demonstrado menos interesse pela televisão, nem ela suporta o número de repetições do Discovery Kids. Ainda gosta da Peppa, mas prefere brincar e usar roupas da personagem do que parar para olhar os desenhos.

Na alimentação é preciso disfarçar verduras e legumes com o arroz, massa, para comer bonitinha. Se pouco antes de completar um ano adorava tudo o que era fruta, hoje olha e já diz não. Confesso que isso me preocupa, pois por experiência própria, sei como é difícil adquirir hábitos saudáveis, e gostaria que ela os tivesse desde cedo.

A cada dia se distrai mais em suas brincadeiras de faz de conta. Já avisei o papai que iremos precisar de uma cozinha maior, pois terei uma companheira de invenção nesta área.

Já quer trocar a colher de plástico por garfo. E não é que a danada come direitinho a massa?

O gosto pelos livros continua, com a diferença que agora ela nos conta às histórias. O olhar atento observa os desenhos e um desavisado pode achar que ela já sabe ler.

A brincadeira preferida é de esconde-esconde, aonde aos poucos ela vai aprendendo a contar de um a dez. E nem sempre é fácil achar à pequena. 

No encerramento do trimestre, uma coincidência nada feliz. No ano passado, na penúltima semana de julho, a pequena teve febre por estar com o ouvido infeccionado. Neste ano, na mesma penúltima semana, fomos parar no pediatra devido a uma gripe (sim, ela e todos nós tomamos a vacina no mês de abril). Então é com dor no coração que a vi pela primeira vez com os olhos caídos e sem vontade nenhuma de brincar.

Mas ao chegar o dia 06, a gripe já passou, e junto com ela o sono da tarde, que parece ser cada vez mais raro. As feições já são mais de menina, mostrando que o tempo não perdoa os desavisados.

Enquanto isso aproveito entre uma novidade e outra para afofar bastante, enquanto ela ainda é o meu nenê. 

domingo, 12 de julho de 2015

Direito de Amamentar

Alice não tinha nem seis meses quando o pediatra começou a insistir em introduzir frutas e papinha salgada. Quando questionei sobre a recomendação de amamentação exclusiva até os seis meses, recebi como resposta que eu não era uma moradora de vila, que isso era aplicado aos mais pobres.

Para cara feia do médico, eu só iniciei a papinha quando ela fez seis meses.

Quando Alice estava com 1 ano e quatro meses fui fazer os meus exames de rotina. No local da eco precisei responder um verdadeiro questionário de por que ainda amamentava. Frases como ela te usa de bico, ela já está grande, entravam e saiam pelos meus ouvidos.

Agora com dois anos ela ainda mama, e se eu tenho alguma dor ao qual sou obrigada a consultar, minto a idade da minha filha para não receber medicação inadequada.

E com tudo isso me deparo com a capa de uma revista sobre o direito de amamentar? Mas que direito?

Por que a mãe de classe média não pode amamentar os seus filhos até a idade que bem desejar sem responder milhões de perguntas?

Sinto-me agredida toda vez que preciso responder os questionamentos. O peito é meu, a filha é minha, o mama noturno da saudade não atinge ninguém, então qual é o problema?

Não, ela não me usa de bico, por que ela não gosta de bico. Sim, ela se alimenta muito bem. Às vezes eu canso, às vezes tenho vontade de tomar um vinho, até mesmo tenho vontade de tomar um remédio mais forte para a enxaqueca. Não, não pretendo amamenta-la eternamente.

Mas, por favor, podemos ter o direito de decidirmos isso sozinhas?

Sim, isso é um desabafo. De quem deseja apenas amamentar em paz.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Caixas surpresas



Durante a licença maternidade, acompanhava diversos blogs durante a leitura da madrugada. Foi em um deles que encontrei uma propaganda sobre caixas surpresas com itens para bebês. Cedendo a tentação, fiz uma assinatura trimestral para fazer o melhor de três.

A primeira caixa veio com produtos da Chicco. Era composta por dois tip tops de verão de cor neutra, um peixe para controle de temperatura, um sapato branco em couro (que usei no batizado), um cheirinho e um protetor de seios. Foi o caso de todos os produtos serem aproveitados e criarem uma grande expectativa para as demais.


A segunda caixa era de produtos Cremer. Era composta por um pacote de fraldas G, um pacote de lenço umedecido, um travesseiro e uma colônia. Com exceção da colônia todos os itens foram utilizados, mas ficou um sentimento de quero mais.

E ai houve troca de donos no meio do caminho.


A terceira e última caixa era virada em amostras: amostra de perfume, amostra do DVD bebê mais, amostra de creme. Produtos inteiros eram um conjunto de garfo e colher MAM, um creme de assaduras Avon e cotonete. 

Confesso que me decepcionei com a última caixa e não fiz uma nova assinatura. Mas não me arrependi, pois nesta "brincadeira", além da expectativa pelo que viria, experimentei marcas e produtos diferentes. No meu caso, principalmente por causa da primeira, os produtos mais do que pagaram o valor investido.


Na época assinei da petitebox, mas na internet encontramos outras como a mamaebox (estou com vontade de experimentar essa, já que vai até seis anos, mas ainda estou pensando). Para quem gosta de novidade, vale a pena fazer uma assinatura experimental.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Almoçando fora com os pequenos

Depois de uma semana cansativa, em que o trabalho sugou quase toda a energia, almoçar fora no final de semana parece um sonho, não?

Mas para os pais, dependendo do restaurante isto pode virar um pesadelo. Sair com crianças para almoçar fora vira uma aventura conforme o humor dos pequenos.

Aqui em casa, até os cinco meses, era tranquilo, buscávamos locais calmos para que ela continuasse a dormir. Após o sexto mês ela estava mais ativa, com isso nos obrigamos há dar um tempo nestas saídas, pois a irritação da Alice nos contagiava e o desejo era terminar logo de almoçar. Com um ano, passou a normalizar. Se o local tem espaço kids,ela corre pra lá. Senão, basta ela ter o seu próprio prato e talher que ela almoça tranquilamente.

Abaixo listo os restaurantes de Porto Alegre aprovados por nós até o momento:

Dado Bier: Já fomos ao Country e no Wallig, ambos são buffet e possuem espaço kids. Gostamos mais do Wallig por ter o espaço kids bem perto das mesas, o que facilita o nosso revezamento, já que a Alice ainda não fica sozinha. Ele também possui uma TV que permite cuidar o que está acontecendo dentro do espaço, minimizando a sensação de solidão de quem fica na mesa. No buffet é fácil selecionar opções para os pequenos, como arroz, feijão, purê, carne e massa. A parte das saladas não é o forte do lugar, mas é possível fazer uma pequena seleção. Minha dica de prato: não deixe de provar a panqueca de salmão e uma das massas feitas na hora (as minhas preferidas são nhoque e penne). Outras informações: Como fica em shopping, tem estacionamento (pago a parte), e até o momento não houve cobrança da Alice. Sobremesa é cobrada a parte.  

Fragata: Também oferece serviço de buffet espaço kids, este envidraçado e perto de algumas mesas. Possui uma boa variedade de saladas e pratos quentes. Assim como o Dado, é fácil fazer um prato para os pequenos, misturando brócolis, arroz, feijão e coraçãozinho. Minha dica aqui é de sobremesa: não deixe de provar a torta de sorvete. Outras informações: estacionamento com manobrista no local (valor conforme a gorjeta dada), até o momento não houve cobrança da Alice. Sobremesa incluída.

Petisqueira: A la carte, tem menu kids. Disponibiliza cadeirinha para os pequenos, dependendo do atendente uma abençoada folha com giz de cera também pode aparecer. O que eu gosto: é possível adaptar o menu kids, ajustando ao gosto dos pequenos. Minha dica aqui é a massa gratinada e peixe com legumes. Outras informações: o estacionamento é do shopping, por ser a la carte o prato dos pequenos é pago, em média R$ 20,00.

Bela Itália: Rodizio de massa, possui ilhas de salada, pratos quentes, sobremesa e carne. Não tem espaço Kids. O que eu gosto: outro buffet, facilita escolher o que os pequenos irão comer. Como não existem brinquedos a vista, conseguimos ficar todos na mesa, já que a pequena senta e come com vontade. A desvantagem é o tempo, Alice fica até uma hora numa boa. Mais do que isso, irritação na certa. Minha dica: canelones, salmão e panelinha de coco são uma delícia. Outras informações: estacionamento na rua, tem um funcionário que auxilia. Quanto mais cedo, mais calmo o ambiente.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

2 Anos


Se eu fosse um super herói
Gostaria de ter o poder de congelar o tempo
Para curtir um pouco mais o teu sorriso de bebê
E esquecer o relógio quando dormimos abraçadas
Ter-te junto ao meu peito
E te impedir de tomar decisões erradas
Hoje ainda te ganho nas corridas
Nas brincadeiras de esconder, te encontro rapidamente
Posso beijar os teus pezinhos
E fazer barulhos no teu umbigo
Mas aos poucos já demonstra as tuas vontades
Escolhendo as músicas favoritas
E as roupas que quer vestir
Pouco a pouco meu bebê vai crescendo
Deixando o coração metade orgulhoso pelo teu rápido aprender e apertado por saber que a cada dia vai se tornando mais e mais independente de mim
Só que não posso congelar o tempo minha menina
Então revejo cada vez mais a minhas prioridades e te desejo neste dia tão especial por nós duas que Deus te abençoe, te encha de saúde e felicidade. 
Parabéns meu amor! Obrigada por ser o maior e melhor presente da minha vida.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Entre o amor e ódio pela porquinha


Em um primeiro momento os pais podem ser surpreendidos com a adoração das crianças pela porca rosa chamada Peppa Pig.

Mas é só assistir aos episódios que o mistério é desfeito. Os irmãos Pig vivem o dia-a-dia dos pequenos. Frequentam uma escolinha, ainda estão descobrindo os alimentos, são colocados pelos pais na cama, escutam histórias e andam de carro sentados em suas cadeirinhas.

O que incomoda: 
- A porquinha é muito mimada, às vezes irritante.
- Alguns episódios são inverossímeis demais, como o banho de mar após uma nevasca.
- O número de repetição de um mesmo episódio. A Discovery Kids não realiza um controle e pode acontecer de se passar um mês inteiro vendo a família indo para cima e para baixo de helicóptero.

O que agrada:
- A ida ao dentista e oftalmo ajudam a convencer os pequenos em suas consultas
- O uso de palavras como Por Favor e Obrigada
- Existem diversos tipos de mães: algumas trabalham, outras ficam em casa, as vaidosas e as práticas.
- O respeito pela professora.
- A participação dos pais junto à escola.
- Alimentação: cenoura, tomate, alface, pepino, morango, maça frequentemente estão à mesa
- As festas de aniversário são criativas e simples, em sua maioria em casa. 
- O simples vence o sofisticado (como em um episódio sobre barcos, em que no final todos queriam os feitos em jornal).
- As diferenças são bem aceitas.

Suas histórias são curtas, os adultos podem perceber pequenas ironias nos diálogos, além de fornecer um pequeno descanso após brincar de se esconder pela casa.

Momento eu confesso: Gostaria, e muito, de ser uma daquelas mães cujos filhos irão descobrir a televisão já bem grandinhos, mas o retorno ao trabalho somado ao cansaço do final do dia me fizeram ceder mais rápido do que o imaginado.

O que eu tento cuidar: o tempo em frente a TV. Parece que quanto mais eles crescem, mais desenhos eles querem ver. Prefiro que ela se distraia no faz de conta ou desenhando (salve as paredes) no lugar de ficar vidrada olhando para a tela.

Aqui fica a busca pelo equilíbrio, para que ela não assista nada inadequado, tenha os seus personagens favoritos, mas não deixe de brincar para olhar desenho. Não é fácil, e algo que nunca me passou pela cabeça passou a fazer parte da minha rotina: negociar com uma picorrucha de menos de dois anos o que ela pode ou não.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

1 ano e 11 meses

"- Alice posso usar o teu pijama de vaquinha?
 - na na nim na não papai"

Nossa pequena está se tornando tagarela. Pouco a pouco pequenas frases vão surgindo. Na escola ela já se comunica, e o ponto de interrogação era por que em casa não? A resposta era simples, conosco ela é atendida rapidamente, o que não ocorre em uma turma com mais 10 crianças.

No quesito personalidade, já briga pelo que quer não se deixa subjugar por crianças maiores, já tem opinião sobre os seus livros favoritos, roupas que quer usar, sapatos que quer botar.

Neste período tivemos uma reunião com todas as mães na escolinha, onde fomos informados que ao completar dois anos é sugerido aos pais iniciar o processo de desfralde. Mas com o aniversário da Alice é no mês de maio, início do frio, vou iniciar a tentativa somente com a chegada do calor. 

Ainda tenho muita dificuldade em fazê-la comer fruta, a mais bem aceita é banana. Maça só no carro. E o suco de laranja simplesmente abandonou. Mas coloca uma bandeja de brigadeiro ou de massa com carne na frente da figura que ela já se gruda. Com isso estou vendo uma necessidade mais radical de mudar os nossos hábitos, para estimular a curiosidade em consumir o que é saudável.

Nossa saída mensal não gerou traumas, embora tente nos esperar, ela acaba dormindo sem o tradicional mama. Aliás, se existe um grande ponto de interrogação na minha cabeça é o desmame, gostaria de algo natural, mas isso parece algo ainda distante. Se por um lado tenho saudade de consumir o meu vinho, por outro sei que quando se encerrar será um contato que não voltará. E como ela ainda não demonstra interesse em trocar o peito pela mamadeira/copo (ao tentar parece que estamos cometendo um crime tamanho o choro e quantidade de nãos), esse cordão umbilical se torna ainda mais difícil de cortar.

Entre dúvidas, risos e choros, a única certeza é que todas as fases são únicas e maravilhosas. Com suas descobertas e interações, nosso bebê vai crescendo e se tornando uma parceira para todas as aventuras. Como dizem: não existe amor maior.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Troca de fraldas: Pomadas

Aqui no blog já comentei sobre as nossas fraldas e lenços umedecidos favoritos. Agora chegou a vez de um item essencial na luta contra as assaduras: a pomada.

Não testei todas as pomadas do mercado, e hoje acabo ficando entre as duas marcas que mais me agradaram. Começamos utilizando a Bepantol, que foi devidamente aprovada. Cremosa e suave é fácil de passar. É mais eficaz no inverno, no verão ela parece perder consistência e eventuais vermelhidões no bumbum podem aparecer, exigindo uma troca bem mais frequente.

Experimentei a Hipoglós, achei muito consistente, mas pouco resistente, o vermelhidão aparecia mais fácil.

Tentei usar o creme da Avon, mas ele tinha um líquido que por mais que eu sacudisse antes de utilizar, ele vinha primeiro. Então antes da troca era necessário ir a pia, despejar o líquido e depois efetuar a troca, senão era lambança na certa.

Agora estou usando a Desitin, famosa entre as que buscam produtos nos Estados Unidos, teve uma de suas versões trazidas para o Brasil recentemente. A Johnson & Johnson ainda não deu previsão para a roxa, uma das preferidas das mamães.

O que eu gostei: primeiro o preço, tem quase o dobro do tamanho da bepantol e o preço das duas é quase o mesmo. Segundo a durabilidade, ela é cremosa e consistente, não sai fácil com o xixi, impedindo de aparecer eventuais vermelhidões. Terceiro a sua hidratação, a vovó a utilizou para auxiliar no combate as brotoejas e o resultado foi bem positivo.

Como a pele pode variar de bebê para bebê, o ideal é cada mãe ver com qual se adapta melhor, mas como sugestão, recomendo a Bepantol e a Desitin, ambas devidamente aprovadas aqui em casa.

terça-feira, 10 de março de 2015

1 ano e 10 meses


Sempre alerta. Olhos sempre abertos, reflexos rápidos, antecipar problemas. Não, não estou citando os requisitos necessários para ser soldado ou atleta, mas sim habilidades adquiridas pelos pais.

Nos últimos meses estamos vivendo uma crescente no grau de dificuldade de sapequices. Escalada de sofá e escadas. Abrir o armário das louças. Ligar e desligar notebook. Nunca fiquei tão feliz de ter me antecipado em colocar rede em todas as janelas da casa.

Depois de um ano a alimentação foi liberada, e a cada dia ela come mais. Adora uma carne, não pode ver um brigadeiro, mas o que é saudável precisa ser escondido entre arroz e massa em casa.

Adora dançar. Já está aprendendo coreografias. Inclusive agradece as palmas. Sua cara sapeca desperta o desejo de encher de beijos. Talvez por isso ela também seja beijoqueira. Chamando com uma voz doce o papai e lhe dando beijos, ela tenta fazer o papai cancelar os castigos e ligar a tv na Peppa.

Sim, já temos pequenos castigos. Repetiu a mesma arte muitas vezes seguida, sem Peppa no dia. Galinha pintadinha confiscada. Para quem a acha pequena informo: ela entende, e bem.

A preguiça para falar persiste. Poucas palavras saem. Um tempo atrás fiquei dividida entre a raiva e a preocupação quando uma pessoa sem noção me disse que ela não deveria estar se desenvolvendo intelectualmente. O próprio pediatra desmentiu, e o seu tempo deve ser respeitado.

Parceira de passeios e viagens, boa de garfo nos restaurantes, é a nossa companheirinha de aventuras. Mostrando a veracidade do ditado: filha de peixe, peixinho é.