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domingo, 13 de dezembro de 2015

2 anos e 7 meses


Frase do mês: não é não, mamãe

Minha pequena não usa mais fralda de dia. Meu bebê está virando uma linda menininha.

Encantada com as luzes de natal, ainda não chega perto do Papai Noel. Carta depositada para o bom velhinho, árvore montada com a sua ajuda para esperar os presentes. Esta data ganhou definitivamente um novo significado pra mim com a chegada da Alice. Seus olhos refletem a beleza da decoração mais simples, seu sorriso é uma viagem de volta à infância. 

Este mês também foi o fechamento do semestre escolar com uma mini-homenagem feita pelos pequenos. Alice ainda não gosta de se apresentar, e me senti agoniada por ter autorizado sua participação na apresentação de final de ano. Sua irritação durou dois dias, e me dei conta de que sua pouca idade deve ser ainda mais respeitada.

Para fechar, uma das pérolas que começam a surgir em nossas conversas:
Papai pergunta: Vou buscar algo para comer, o que eu trago? Quer um doce?
Alice: eu quer
Mamãe: tu já comeu muito doce hoje
Alice: eu não, eu comeu só um

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

2 anos e 6 meses


Expressão do mês: É meu

Entrando no clima natalino, escrevemos uma cartinha para o Papai Noel com os presentes que a Alice quer. Mamãe escreve e ela desenha no papel de carta que era da coleção da mamãe. Escolhemos um com desejos de Feliz Natal para o bom velhinho trazer pelo menos um item da lista.

Para incentivar a comer frutas, uma pequena combinação: no dia em que comer pode olhar a popó (= Galinha Pintadinha). Com isso a nossa pequena tem experimentado novos sabores, como manga e laranja, chegando a comer quase todos os dias.

Este também foi o mês do susto, o sol não havia nem aparecido quando chegamos à emergência do moinhos. Exame de urina, raio-x e pela primeira vez de sangue. Nossa princesa foi muito corajosa e nada sério foi detectado.

A grande dificuldade encontrada é o desmame. Lembro-me de ter lido vários artigos sobre a importância de amamentar, como não deixar os primeiros obstáculos te vencerem e o desmame quando os pequenos ainda estão na contagem dos meses e a mãe precisa retornar ao trabalho. Mas agora o leite está acabando. Alice se irrita. E eu tenho como desafio mostrar a ela que esta mudança não reduz a nossa ligação. Tentar provar que um abraço com cafuné e canção (ou historinha) também fazem dormir e afastam pequenos medos. O bom é que a frequência já foi bastante reduzida. Durante a semana, apenas a noite e uma vez. No final de semana ainda ocorre de mamar ao acordar, mas ao longo do dia não mais.

Entre as mudanças, dois novos dentinhos lá do fundo estão dando as caras. Seguimos escovando duas vezes ao dia. Como ela aceita bem, utilizamos somente água, e mantemos uma visita regular a dentista de seis em seis meses.

Nossa espera para o próximo mês é de sol para conseguir pedalar no parque e fazer castelos de areia. A lembrança das férias ainda é forte, e cada vez que a nossa pequena vê um avião afirma que quer viajar mais.

Cada dia fico mais admirada do seu rápido crescimento. E fico orgulhosa dessa linda pessoinha que estamos criando, sempre carinhosa, ainda tímida, mas muito sapeca e aos poucos se tornando tagarela.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

2 anos e 5 meses


A frase do mês foi Alice quer.
Folheando a revista de propaganda de um shopping, mostra com tranquilidade o que deseja. Aos poucos vai substituindo a porca pelo mundo congelante de Frozen e pelos monstrinhos brasileiros e suas aventuras em um mundo todo deles.

O problema foi o tempo. Tosse e nariz entupido. Em uma manhã de sábado a queixa: dor no ouvido. Corre para um pronto atendimento. Depois de duas horas esperando, o diagnóstico é início de infecção no ouvido. Três medicamentos diferentes, e com o maior entendimento, vieram às brigas para tomar os mesmos. Mais uma vez desejei que o frio e a umidade fossem embora de vez.

Minha pequena ainda pede para viajar mais, fica irritada por ficar em casa nos dias de chuva e tem o seu sono da tarde cada vez mais reduzido, quando o tem. Ainda gosta de colinho, já fez três xixis no peniquinho e ainda não largou o mama.

Na sessão de fotos da escola ficou com jeitinho de mocinha, uma saudade repentina do meu bebê apertou o meu peito, ao mesmo tempo me senti orgulhosa de ela estar crescendo tão doce e esperta.

Seguimos com as nossas combinações, e assim nos permitimos passear e ir a eventos com ela. O que torna a decisão de sair sem a nossa companheirinha bem difícil, pois agora ela aproveita cada passeio, e mesmo nos que podem ser considerados chatos por ela, se comporta muito bem com as coisas que levamos para ela se distrair.

Na comunicação, Alice ainda usa muito do recurso de só utilizar a última sílaba das palavras, e por isso foi muito interessante ouvi-la usar o plural, como hoje, quando nos mostrou dois au aus (e sim, a contagem estava certa). Assim como o uso do Eu e frases completas.

Observadora e curiosa cuida quando o papai faz a barba e a mamãe se maquia. Sempre sugere esmalte azul. Aliás, o azul compete de igual para igual com o rosa no quesito cor favorita.

Fica agora o desejo de mais sol e menos umidade para aproveitarmos a primavera e ver as flores e passarinhos que ela tanto gosta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

2 Anos e 4 Meses

Nossa companheira de viagem. 

Este último mês poderia ser resumido nesta frase. Foi surpreendente o quanto foi fácil e tranquilo viajar com a nossa pequena. Sem medicamentos ou grandes choradeiras, ela demonstrou curiosidade e interesse em descobrir o lugar estranho que lhe era apresentado.

Dormiu e se alimentou bem. Sorria alegre, principalmente quando o local era especialmente destinado a ela, como na visita a Portugal para Pequeninos. E ela aproveitou tanto que o tablet preparado com vídeos da Peppa, Pôneis e Galinha Pintadinha foi utilizado apenas duas vezes. Aliás, incrível como aprende a mexer rápido, agora entendo perfeitamente a frase já nascem com chip.

Também neste período, tendo 20 dias de férias, ficou evidente a relação do crescimento deles com a falta que eles sentem dos pais. Alice parece estar mais consciente da nossa ausência, aproveitando ao máximo a nossa presença. 

Relacionado essa maior noção de mundo, tenho notado que ela está mais tímida. Se para algumas pessoas o sorriso surge fácil, em outros casos ela prefere se esconder, chegando a sentir medo de alguns.

Esse estranhamento me fez controlar muito a história de dar um beijo. Se ela quiser beijar, eu deixo. Se ela não quiser, não obrigo. Peço apenas para ela dar oi.

Outra observação que fiz com a convivência maior neste período é que ela soltou a língua. Esta conversando bem mais, briga pelo que é dela, já dá opinião e faz escolhas. O único problema é na escolha das roupas. Apaixonada por vestidos e saias, colocar um abrigo virou uma luta de convencimento.

Retornar das férias foi difícil para todos. O pensamento desta vez não foi o de parar de trabalhar (como ocorreu na volta da licença), mas de conseguir ter mais tempo para ela, seja trabalhando próximo de casa ou tendo um negócio próprio. Um pensamento apenas rotineiro no universo materno, mas que mexe com o coração, já que qualquer minuto a mais com eles vale ouro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

2 anos - O primeiro trimestre


Iniciei este post quando Alice estava completando dois anos e um mês. Como o tempo não me foi muito generoso, o texto atrasou e acabou virando o trimestre inteiro, onde fui acrescentando parágrafos com as novidades do mês, já que a evolução é diária.

Alice às vezes parece uma pequena mocinha, já quer escolher suas roupas, tem o seu sapato favorito e não sai sem pulseira e óculos de sol. Distrai-se desenhando ou "lendo" os seus livrinhos. Preciso controlar para que ela não passe caneta nos lábios, imitando o batom da mamãe.

O vocabulário foi algo que mudou muito nestes três meses. Se no primeiro mês ele vinha se tornando mais rico, facilitando bastante a comunicação, e os hum-hum ainda eram utilizados, ao chegar ao final do primeiro trimestre já temos pequenas frases. É muito divertido conversar com a pequena, o seu diálogo misturando palavras nos encantam. Melhor só quando ela canta junto (tão desafinada quanto os pais).

Quando tem boa vontade avisa que precisa trocar a fralda. Isso nos levou a comprar uma miniatura de vaso. Não, não iniciamos o desfralde, é apenas para ela se habituar à ideia.

Gosta de relaxar na banheira (essa já pequena para ela). E sobe por tudo, gerando assim os primeiros tombos e sustos, como no dia em que ela conseguiu soltar o portão que impede o acesso a cozinha e acabou caindo com ele ou quando resolveu testar a mesa de vidro.

Ainda é nenê no que se refere a mamar, meu bezerro ainda não largou o peito e quando tentamos conversar lágrimas escorrem pelo rostinho. Iniciei uma redução gradual, e tento mostrar que existem outras formas de ficar próxima além do mama. Com isso, nas noites muito frias, entra em cena a cama compartilhada e durmo bem abraçada na minha ursinha.

Tem demonstrado menos interesse pela televisão, nem ela suporta o número de repetições do Discovery Kids. Ainda gosta da Peppa, mas prefere brincar e usar roupas da personagem do que parar para olhar os desenhos.

Na alimentação é preciso disfarçar verduras e legumes com o arroz, massa, para comer bonitinha. Se pouco antes de completar um ano adorava tudo o que era fruta, hoje olha e já diz não. Confesso que isso me preocupa, pois por experiência própria, sei como é difícil adquirir hábitos saudáveis, e gostaria que ela os tivesse desde cedo.

A cada dia se distrai mais em suas brincadeiras de faz de conta. Já avisei o papai que iremos precisar de uma cozinha maior, pois terei uma companheira de invenção nesta área.

Já quer trocar a colher de plástico por garfo. E não é que a danada come direitinho a massa?

O gosto pelos livros continua, com a diferença que agora ela nos conta às histórias. O olhar atento observa os desenhos e um desavisado pode achar que ela já sabe ler.

A brincadeira preferida é de esconde-esconde, aonde aos poucos ela vai aprendendo a contar de um a dez. E nem sempre é fácil achar à pequena. 

No encerramento do trimestre, uma coincidência nada feliz. No ano passado, na penúltima semana de julho, a pequena teve febre por estar com o ouvido infeccionado. Neste ano, na mesma penúltima semana, fomos parar no pediatra devido a uma gripe (sim, ela e todos nós tomamos a vacina no mês de abril). Então é com dor no coração que a vi pela primeira vez com os olhos caídos e sem vontade nenhuma de brincar.

Mas ao chegar o dia 06, a gripe já passou, e junto com ela o sono da tarde, que parece ser cada vez mais raro. As feições já são mais de menina, mostrando que o tempo não perdoa os desavisados.

Enquanto isso aproveito entre uma novidade e outra para afofar bastante, enquanto ela ainda é o meu nenê. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

1 ano e 3 meses

Uma das coisas mais fantásticas de se ter um filho é acompanhar a sua evolução. Cada dia é uma novidade, o que faz o tempo andar ainda mais rápido.

Na passagem de julho e agosto Alice começou a tentar comer com os seus talheres, no último final de semana já conseguiu dar três garfadas recheadas, já que na maioria das vezes vem vazia. A conquista valeu aplausos, o que ela adora.

Também começaram as invasões ao prato da mamãe. Quando eu vejo, tem uma mãozinha “roubando” comida. Com isso o cuidado com facas anda redobrado. Mas a preferência ainda é sentar no colo do papai e comer metade do almoço dele, com isso a pequena almoça duas vezes nos finais de semana.

Outra coisa muito bonitinha é que cada vez mais ela faz coreografias. Tem dias que chego a vir trabalhar com a música cabeça ombro joelho e pé na mente. Aliás, ela adora música, entre uma Peppa e um comercial com música, ela irá parar para assistir o comercial.

O susto do período foram as duas semanas que ela passou doente. Primeiro foi uma infecção bacteriana no ouvido, que me fez dormir meio sentada com ela no colo durante algumas noites, seguida de uma faringite viral.

Por sorte, temos a vovó Zu para nos apoiar, e assim ela passou duas semanas em casa. Na busca por distrações, encontraram o canal da Cultura, e ela ficou encantada com vários personagens. O período da recuperação também coincidiu com o início das férias do papai, e nisso foi muito positivo, pois os laços foram fortalecidos, e agora ela não puxa o saco só da mamãe.

Para o próximo período, teremos a primeira avaliação da pequena na escolinha, vamos ver o que nos aguarda.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

14 meses

Um ser andante correndo pela casa.
Que escova os próprios dentes.
E já está testando os seus e nossos limites.
Não fala por preguiça.
Mas entende absolutamente tudo.
Sócia do papai nos almoços de fim de semana.
Quer andar sozinha no shopping.
Chora ao ouvir não.
Sorri quando caminha ao ar livre e grita ao ver um au-au.
Um ano e dois meses já se passaram. Meu Deus. A pequena é um furacão, sapeca e mimosa, nos abraça e beija, pega o lugar do papai da cama, mas ainda não dispensa o mama.
Comemora os gols e adora uma música. No último final de semana me carregou para dentro da feira de livros infantis que está acontecendo no shopping Iguatemi e não deixou nem colocarem na sacola os livros escolhidos.
Tudo com ela é mais bonito, tudo longe dela é saudade.
Se me perguntarem se é fácil criar um filho nos dias de hoje, irei responder que não, as notícias me dão medo, a dúvida e a culpa se tornaram companheiras. Mas nada tem mais sentido nesta vida do que o sorriso da minha pequena.

quinta-feira, 6 de março de 2014

10 meses

Todos os dias me pergunto como pode caber tanta sapequice em um corpo tão pequeno? Alice não engatinha pela casa, ela voa. Dá risada e olha pra gente quando vai fazer arte. Chora e faz beicinho quando recebe um não.

Sono pra que? Resiste bravamente durante o dia. Quer ver tudo, mesmo quando os olhos insistem em fechar.

Vive novas experiências, com nove meses deu o seu primeiro mergulho. O papai comemorou como se fosse um gol. A carinha foi um misto de susto com curiosidade. Só não tem coragem para tomar banho na banheira da escola de natação. Assim vivenciou seu primeiro banho de chuveiro, agora rotineiro no final da manhã de sábado.

Na série das primeiras vezes, os primeiros tombos e batidas. Parece que os pais levam um tempo para ver que o seu nenê mimoso virou primo do Ligeirinho, e num piscar de olhos lá estão eles com as pernas pra cima e a cabeça estatelada no chão. Ou a testa indo de encontro aquele objeto que tanto se disse não.

Na boca seis dentes já preenchem os espaços vazios, mudando o seu sorriso, cada dia mais lindo.

O feriado de carnaval mostrou o quanto ela gosta da escolinha, pois na quarta de cinzas foi toda faceira reencontrar os amiguinhos. Não levamos a pequena a nenhum baile, portanto os seus primeiros pulos e fantasias ficaram para o próximo ano.


A mãe corre com os preparativos da festa de um ano. Sim, agora falta pouco. Tudo se quer, mas os fornecedores são tão caros quando os de casamento. Pesquisa e ideias se embaralham com a falta de tempo. Mas fica o esforço para ser tudo muito bonitinho, afinal, a festa de um ano é a comemoração da sobrevivência dos pais e da criança :P.