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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Maternidade: Um trimestre de adaptações


Você abre os olhos e a primeira sensação é de enjoo, e lá ela fica até você fechar os olhos. Depois de duas semanas assim, resolvi fazer testes e ver após quais alimentos eu ficava pior. Para alegria temporária da minha amiga vegana, um dos vilões era o leite. Substitui o leite de vaca pelo de soja, o mesmo acontecendo com o iogurte. Outro vilão foi a barrinha de cereal, que foi substituída por fruta.

Além disso, há o sono. Esse é como um lutador de boxe (ou mma para ficar mais moderno), te leva a nocaute sem você nem perceber. Uma piscada pode levar cinco minutos. E confesso, meu raciocínio ficou bem devagar.

No meu caso foi sorte ter descoberto a gravidez com praticamente 2 meses de gestação, pois as primeiras 12 semanas são tensas não só pelos sintomas, mas pelos riscos. Até descobrir o resultado positivo eu fazia academia normalmente (leia-se jump e bike) e tinha muito medo de ter prejudicado o bebê nesta fase tão crítica. O que me fez ficar bem quietinha e não contar para quase ninguém (pois tive que avisar a empresa, devido ao número de consultas e exames).

Algumas mulheres tem a sorte de não terem enjoo, nem sono. No meu caso eram os dois e mais uma grande sensibilidade (= chorar por qualquer coisinha). Foi um período de adaptação, pois eu não conseguia me coordenar como antigamente. Também houve a questão do corpo, pois tive que mudar o estilo de atividade física, substituindo todas as aeróbicas por yoga. Bem que tentei fazer uma hidro gestante, mas ou não havia vagas ou os horários era para quem não trabalhava. Em relação à musculação, apesar de ser permitido para gestantes, eu frequentava uma academia em que os instrutores não acompanham constantemente os alunos, algo não indicado para essa fase, já que nem todos os exercícios e pesos são permitidos.

Chegar a 12 semana foi um alivio pra mim. E assim, chegou a hora de avisar a turma, a desculpa, um chá de maquiagem, mas isso eu conto em outro post.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Maternidade: Quando você descobre que não é mais uma só

Era setembro, desde agosto eu não conseguia baixar o meu peso. Na academia, muita aula de bike e jump. Curiosamente, saia com cólica após cada aula e imaginava que a menstruação estava para chegar.  Fazia uma semana que sentia enjoos, mas achava que era por causa das capsulas de feijão branco que dizem auxiliar no emagrecimento e já haviam causado sintomas parecidos em uma colega próxima.
 
Consulta com a nutróloga, o peso estava dentro do ideal para a minha altura, mas podíamos fazer um exame para ver quanto eu tinha de gordura no corpo e fazer uma dieta adequada. Eis a pergunta: quando foi a última menstruação (pois gestantes não podem fazer) e eu não me lembrava, havia corrido tanto nos últimos meses que esse pequeno detalhe me escapava.
No lugar de calcular a gordura, fui com uma solicitação de beta hcg no laboratório mais próximo. Era 17 de setembro, segunda-feira, uma tarde muito chuvosa. O resultado saiu ás 17 horas daquela tarde.
 
Me descobri grávida pelo computador. Medo e felicidade. A pergunta do estou pronta para isso é inevitável. Ser responsável por outro ser. Prepara-lo para o mundo, ensinar o bem quando se vê tantos exemplos questionáveis? Ao mesmo tempo saber que você está gerando o que existe de mais sagrado no universo: a vida. Algo verdadeiramente teu, que sim, você irá deixar para o mundo, mas a união e continuação física de um amor.
O Marco recebeu a notícia com emoção, vi em seus olhos os mesmos sentimentos que rodeavam minha mente e coração, mas com sua tranquilidade típica. Então baby, cresça de forma saudável, seus pais babões e corujas desde já o aguardam.
 
E para quem visita o blog, agora encontrará um terceiro tópico além de viagem e casamento: maternidade. Espero que vocês gostem de ler tanto quanto eu gosto de escrever sobre esse momento especial.